O Insurtech Brasil volta em 2026 com uma pauta que reflete o momento do setor: o mercado de seguros brasileiro cresce, a sinistralidade pressiona, e a tecnologia deixou de ser diferencial para se tornar infraestrutura. O evento concentra, em um único dia, as conversas que definem como seguradoras e insurtechs vão competir nos próximos anos.
Para quem trabalha com risco — underwriting, fraude, claims — o Insurtech Brasil é termômetro. O que os executivos escolhem discutir ali diz muito sobre onde o dinheiro e o problema estão.
O que o setor vai debater em 2026
Precificação que reflete risco real
O modelo de precificação por perfil estático está mostrando seus limites. Score de bureau, dados cadastrais, histórico declarado — essas fontes respondem o que o cliente foi, não o que ele representa hoje.
A conversa que está ganhando força no mercado — e que deve dominar parte da agenda — é a da precificação comportamental e contínua. UBI (Usage-Based Insurance) deixou de ser conceito de laboratório. Seguradoras que têm acesso a dados de comportamento em tempo real precificam melhor, retêm os bons riscos e reduzem seleção adversa.
A pergunta prática: como integrar essa inteligência ao motor de precificação existente, sem substituir infraestrutura?
Fraude organizada e identidade sintética
R$ 5,4 bilhões em sinistros suspeitos por ano no Brasil. Apenas 20% são comprovados e negados. O restante é pago — por falta de evidência, por falta de dado, por falta de tempo.
O perfil do fraudador moderno não tem histórico negativo. Tem score limpo, documentação válida e uma rede de relacionamentos que os sistemas tradicionais não enxergam. O vetor de ataque se deslocou do documento para a identidade em si.
No Insurtech Brasil 2026, o tema de fraude vai além da prevenção pontual. A discussão está evoluindo para inteligência de rede — como detectar clusters de fraude que são invisíveis na análise individual de cada CPF.
Claims: evidência ou chute?
A investigação de sinistros no Brasil ainda é majoritariamente reativa. A perícia chega depois que o veículo sumiu, depois que a cena foi alterada, depois que a cadeia de custódia se perdeu.
O que muda com a inteligência de dados: a capacidade de reconstruir o que aconteceu nas 72 horas antes e depois de um evento — com câmeras LPR, GPS, comportamento do ativo — e transformar suspeita em evidência com valor jurídico.
Esse é o gap que o Insurtech Brasil vai colocar em evidência: a diferença entre seguradoras que têm dado e as que têm apenas opinião.
Embedded insurance e distribuição
O canal tradicional de seguros depende do cliente tomar a iniciativa. O seguro incorporado inverte essa lógica — e traz um problema que o mercado ainda não resolveu bem: como precificar volume sem escalar seleção adversa?
O mercado de seguro incorporado deve superar US$ 700 bilhões globalmente até 2030. O Brasil tem ~100 milhões de veículos e penetração de seguro em torno de 20%. O potencial é evidente. A execução depende de infraestrutura de risco no onboarding.
O que a Zarv lê nessa agenda
A Zarv foi construída para operar exatamente nas interseções que o Insurtech Brasil vai colocar em pauta: precificação no onboarding, monitoramento contínuo do portfólio e investigação de sinistros com evidência.
Zarv ID entrega score de risco comportamental e inteligência de identidade no momento da contratação. Detecta fraude organizada via análise de rede de relacionamentos, e entrega recomendação de pricing mesmo para perfis sem histórico anterior.
Zarv Signal monitora o ativo segurado continuamente — alertas preditivos, geofences dinâmicos e dados que viabilizam repricing mid-term baseado em comportamento real.
Zarv Lens investiga sinistros com reconstrução automatizada de trajetória, integração com rede de câmeras LPR/OCR e geração de evidência com cadeia de custódia.
Os três produtos formam um flywheel: cada dado gerado em uma etapa aumenta a precisão das demais. Quanto mais a operação usa a Zarv, mais inteligente ela fica.
O risco muda a cada segundo. Sua inteligência também deveria.
