Golpe do Pix
Também conhecido como: Engenharia social · Golpe do falso advogado · Golpe do WhatsApp
Fraude em que a vítima é convencida a fazer, ela mesma, uma transferência por Pix para o golpista — geralmente por meio de uma história falsa de urgência ou de uma identidade falsa.
Base legal
Resolução BCB 103/2021 (MED)
O golpe do Pix quase nunca invade sistema nenhum. Ele explora a pessoa: um parente com número novo pedindo dinheiro, um falso advogado anunciando o pagamento de uma causa mediante taxa, uma central falsa do banco "protegendo" a conta. A técnica tem nome — engenharia social — e a transferência é feita pela própria vítima.
É por isso que é difícil de reverter. Para esses casos, o Banco Central criou em 2021 o MED, Mecanismo Especial de Devolução, que permite ao banco da vítima pedir o bloqueio e a devolução dos valores ainda disponíveis na conta de destino. Desde fevereiro de 2026, o MED 2.0 também rastreia o dinheiro quando ele já foi repassado para outras contas. O prazo continua importando: quanto antes a contestação, maior a chance de haver saldo.
Para quem recebe, o elo do golpe é a conta de destino — quase sempre de um laranja. Barrar a abertura dessas contas, identificando cadastros emprestados e suas conexões com outras contas usadas em golpes, é o que corta o fluxo antes da próxima vítima.
Perguntas frequentes
Caí no golpe do Pix. O que fazer?
Conteste a transação imediatamente pelo aplicativo do seu banco, onde há uma opção própria para isso, ou pelos canais oficiais, pedindo a devolução pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central. Registre um boletim de ocorrência. Quanto mais rápido o pedido, maior a chance de os valores ainda estarem na conta de destino.
O que é o golpe do falso advogado?
O golpista se passa pelo advogado da vítima, usando dados reais de um processo, e informa que há um valor a receber, mas que é preciso pagar uma taxa por Pix para liberá-lo. Advogados e tribunais não cobram taxas dessa forma.