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Deepfake em locadoras: o risco na entrega da chave

Deepfake em locadoras: selfie com documento não prova que há uma pessoa real na retirada do carro. Veja onde o ataque entra e como reduzir o risco.

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Deepfake em locadoras: o risco na entrega da chave

Deepfake em locadoras é o risco de o cliente que retira o carro não ser a pessoa que aparece na selfie do cadastro. O Mapa da Fraude da Serasa Experian registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026, uma a cada 5,5 segundos, e a locação entrega um bem de alto valor depois de um cadastro digital.

O que é deepfake em locadoras e por que o risco está na entrega da chave?

Deepfake é conteúdo de imagem, vídeo ou voz gerado ou alterado por inteligência artificial para parecer uma pessoa real. Em locadoras, o risco aparece no ponto em que a empresa confia em uma imagem para liberar um veículo que vale dezenas de milhares de reais.

O fluxo típico é conhecido. O cliente se cadastra pelo site ou aplicativo, envia selfie e foto do documento, passa por uma checagem e depois retira o carro no balcão ou em um ponto de autoatendimento. Se a imagem do cadastro é falsa, a entrega da chave acontece para alguém que a empresa não conhece.

O dano não termina na locação. O veículo pode ser desviado, o que configura apropriação indébita de veículo, ou usado por terceiros em nome de um laranja, e a locadora fica com a cobrança de uma pessoa que nunca existiu como cliente.

Como o deepfake chega ao cadastro da locadora?

O ataque mais simples apresenta ao sistema uma foto ou um vídeo gravado na frente da câmera. Os controles de prova de vida existem justamente para barrar isso. O ataque mais difícil é outro: o vídeo falso é injetado no lugar da câmera, e o sistema recebe a imagem como se ela tivesse sido filmada naquele momento.

A diferença entre os dois tipos de ataque é tema do post Deepfake no onboarding: liveness sozinho não basta, escrito por Marcelo Aimone. A conclusão vale para locadoras: uma checagem de selfie que só olha a imagem, sem avaliar de onde ela veio, deixa a porta aberta.

Em locação, o problema se agrava por dois motivos. Primeiro, o cadastro costuma ser feito de forma remota e antes da retirada, o que dá ao fraudador tempo para tentar de novo. Segundo, a retirada em autoatendimento reduz o contato humano que, no balcão, ainda funciona como segunda checagem informal.

Mão na maçaneta de um carro escuro: na retirada por autoatendimento, a locadora não vê quem abre o veículo. Foto: Rapha Wilde, Unsplash

Qual é o tamanho do problema?

O Mapa da Fraude da Serasa Experian mostra o ritmo das tentativas no país. No primeiro trimestre de 2026, foram 1.495.696 tentativas; no primeiro semestre, 2,8 milhões, alta de 32,9% sobre o mesmo período de 2025, e um prejuízo potencial de R$ 3,77 bilhões evitado pelas tecnologias antifraude.

Tentativas de fraude de identidade no Brasil: 1,5 milhão no primeiro trimestre de 2026 e 2,8 milhões no primeiro semestre, com média de uma tentativa a cada 5,5 segundos. Fonte: Serasa Experian, Mapa da Fraude, 2026

Uma ressalva é importante: o levantamento é nacional e multissetorial, e não traz um recorte só de locação de veículos. O número serve para dimensionar o ambiente em que as locadoras operam, não para afirmar quantas tentativas atingem o setor.

O que o dado deixa claro é a direção. O cadastro digital virou o alvo preferido da fraude de identidade, e qualquer negócio que entrega valor logo depois dele, como locadoras, financeiras e seguradoras, precisa tratá-lo como ponto de controle, e não como formalidade.

O que a locadora pode fazer na retirada do veículo?

A retirada é o último ponto em que a empresa ainda pode confirmar quem está diante dela. Algumas decisões ajudam a reduzir o risco:

  1. Confirmar na retirada que é a mesma pessoa do cadastro. Uma nova prova de vida na entrega da chave fecha o intervalo entre cadastro e retirada.
  2. Não depender de selfie estática. Foto isolada é a forma mais fácil de falsificar; a checagem precisa resistir a vídeo injetado.
  3. Olhar a coerência do conjunto. Meio de pagamento, caução e dados de contato precisam pertencer a uma pessoa plausível.
  4. Registrar a evidência da entrega. Guarde o que foi conferido e quando; ela vale na hora de contestar uma fraude ou acionar um seguro.
  5. Reservar o autoatendimento para casos de menor risco. Operações de valor mais alto podem exigir a presença de um atendente.

Nenhum desses passos precisa transformar a retirada em fila. A ideia é concentrar o esforço onde o risco está e deixar o cliente recorrente passar sem fricção.

A verificação não termina na entrega do carro

O risco de uma locação não acaba na retirada. Um cliente com identidade confirmada pode, dias depois, mudar de comportamento: deixar de pagar, repassar o veículo ou usá-lo em desacordo com o contrato. Em modalidades como a locação para motorista de aplicativo, o veículo é a ferramenta de trabalho e o uso intenso é esperado, o que torna ainda mais importante enxergar o que sai do padrão.

É a lógica do monitoramento contínuo de ativos: a decisão de entregar o veículo é só o começo do ciclo. Quem verifica na entrada e deixa de olhar depois só vê uma foto do cliente, e não o contrato como ele se desenvolve.

Onde a Zarv entra

Na jornada da Zarv, a retirada é o encontro entre a aquisição e o monitoramento. O Zarv SmartFlow leva a verificação para dentro do cadastro, e o Zarv Signal sinaliza mudanças de comportamento durante o contrato. Para operadores de frota e locadoras, veja a solução da Zarv para frotas.

Perguntas frequentes

O que é um deepfake e como ele engana o cadastro de uma locadora?

Deepfake é uma imagem, um vídeo ou uma voz criados por inteligência artificial para imitar alguém. No cadastro, ele engana quando o sistema aceita a imagem sem checar se foi filmada na hora. A defesa combina prova de vida que resiste a vídeo injetado e análise de risco do conjunto de dados do cliente.

Selfie com documento é suficiente para liberar um veículo?

Sozinha, não. A selfie com documento mostra que existe um rosto e um documento, mas não que há uma pessoa real e presente. Para um bem de alto valor, vale somar prova de vida na retirada, conferência de coerência dos dados e registro da evidência da entrega.

Como saber se o problema já atinge minha locadora?

Procure padrões em contratos que dão problema: clientes sem histórico que somem logo após a retirada, veículos devolvidos fora do contrato ou cobranças contestadas por pessoas que dizem não ter alugado. Se a recorrência é maior do que a normal da operação, revise o cadastro e a retirada.

Reforçar a verificação não vai afastar clientes legítimos?

Não necessariamente. O atrito aparece quando a checagem é a mesma para todos e demorada. Com verificação rápida para o cliente de baixo risco e passos extras só para casos fora do padrão, o cliente bom quase não percebe, e a locadora concentra a atenção onde ela é necessária.

Conclusão

O deepfake tira da selfie o valor de prova e leva a locadora a decidir com mais cuidado no ponto mais caro do processo: a entrega da chave. A saída é confirmar a identidade de forma que resista a imagem falsa e continuar olhando o contrato depois de entregue. Conheça a solução da Zarv para frotas e veja como isso se encaixa na sua operação.


Fontes: Serasa Experian, Mapa da Fraude, 1º trimestre e 1º semestre de 2026; Zarv, "Deepfake no onboarding: liveness sozinho não basta" (2026). Foto: Rapha Wilde, Unsplash.

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