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Febraban SEC 2026: identidade, fraude bancária e o novo campo de batalha da segurança financeira no Brasil

Febraban SEC 2026: o problema da fraude bancária deixou de ser a senha e passou a ser a identidade. O que o congresso revela sobre o novo cenário.

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Febraban SEC 2026: identidade, fraude bancária e o novo campo de batalha da segurança financeira no Brasil

O Febraban SEC chegou à terceira edição com novo nome, novo espaço e uma pauta que reflete a maturidade do setor financeiro brasileiro diante de um problema que não para de crescer. Nos dias 18 e 19 de março, o Transamerica Expo Center recebeu executivos de bancos, reguladores, autoridades policiais e especialistas internacionais para discutir um tema central: como proteger o sistema financeiro num ambiente digital cada vez mais sofisticado e hostil.

O evento, conhecido em edições anteriores como Congresso de Prevenção e Repressão a Fraudes, Segurança Cibernética e Bancária, cresceu em escopo e ambição. Esta edição trouxe ainda a parceria com a Felaban e o Congresso Latino-Americano de Segurança Bancária (CELAES), o que ampliou o debate para a dimensão regional.

O problema passou da senha para a identidade

Por anos, o modelo de segurança bancária foi construído em torno de credenciais: senha, token, autenticação de dois fatores. A lógica era simples: proteja o acesso e a conta estará protegida.

O Febraban SEC 2026 deixou claro que esse modelo já não basta. Os ataques mais sofisticados hoje não tentam quebrar a senha. Eles assumem a identidade.

SIM swap, portabilidade fraudulenta, contas laranjas abertas com documentos válidos, golpes de engenharia social que convencem o próprio titular a entregar o acesso. O vetor de ataque mudou, e a fronteira do problema se deslocou do acesso para a identidade em si.

Cibersegurança como pilar sistêmico

Um dos temas que marcaram o congresso foi a mudança de perspectiva do Banco Central. A visão expressa na programação é inequívoca: a cibersegurança deixou de ser uma obrigação contratual entre instituição e cliente e passou a ser uma questão de estabilidade sistêmica.

Com 16 iniciativas regulatórias em preparação e as novas normas do BC e do CMN em vigor desde março, o setor entra num ciclo de maior exigência e responsabilização. Quem não tiver estrutura de detecção, resposta e evidência digital estará exposto, tanto na regulação quanto na reputação.

A IA como faca de dois gumes

A inteligência artificial foi tema recorrente. De um lado, é ferramenta de detecção: modelos que identificam padrões anômalos em tempo real, cruzam sinais de comportamento e localização e reduzem o tempo de resposta a incidentes. De outro, é instrumento de ataque: deepfakes, voz sintética, documentos gerados, phishing hiperpersonalizado.

O equilíbrio entre os dois lados depende da qualidade do dado disponível para a defesa. Quem tem acesso a sinais comportamentais e de localização em tempo real tem uma camada de análise que os modelos de ataque ainda não conseguem falsificar de forma confiável.

O que a Zarv lê nessa agenda

A Zarv opera na interseção que o Febraban SEC colocou no centro: identidade, comportamento e localização como camadas complementares de inteligência de risco.

O Zarv ID foi construído para identificar e correlacionar sinais que os sistemas tradicionais não capturam, como portabilidade suspeita, padrões de SIM swap e histórico comportamental associado a CPF e dispositivo. É a camada que diferencia o titular legítimo do fraudador que assumiu a identidade dele.

Para bancos, fintechs e financeiras que precisam responder a uma regulação mais exigente e a ataques mais sofisticados, o dado comportamental e de localização passou de diferencial a requisito.

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