Deepfake
Imagem, vídeo ou áudio sintetizado por inteligência artificial para reproduzir o rosto ou a voz de uma pessoa real fazendo ou dizendo algo que ela não fez.
Base legal
Resolução TSE 23.610/2019, art. 9-C (incluído pela Res. 23.732/2024)
O deepfake popularizou-se como desinformação — o político que nunca disse aquilo, a celebridade anunciando um investimento falso. No Brasil, a Justiça Eleitoral proíbe seu uso na propaganda eleitoral desde 2024. Para quem verifica identidade, o risco é outro: o rosto de uma pessoa real, gerado em tempo real, apresentado à câmera de um onboarding.
Os ataques vêm em duas formas. A apresentação mostra o deepfake a uma câmera, numa tela; a injeção insere o vídeo sintético diretamente no fluxo, sem câmera nenhuma. A segunda é mais perigosa porque dribla as defesas que procuram reflexo de tela ou moldura.
A defesa não é um detector único. É combinar prova de vida resistente a injeção com sinais que um vídeo não consegue forjar: o histórico do dispositivo, a coerência da identidade com outras bases, as conexões daquele cadastro com casos anteriores.
Perguntas frequentes
Como identificar um deepfake?
A olho nu, sinais comuns são piscadas irregulares, bordas do rosto instáveis, iluminação incoerente e voz fora de sincronia com os lábios. Os deepfakes atuais, porém, frequentemente não exibem nenhum desses sinais, e a detecção confiável depende de ferramentas técnicas e do cruzamento com outras fontes.