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Fraude de primeira parte

Também conhecido como: First-party fraud · Autofraude · Friendly fraud · Fraude amigável · Fraude do próprio cliente

Fraude cometida pelo próprio titular legítimo — que usa a sua identidade real para obter crédito ou bens que não pretende pagar, ou contesta de má-fé uma compra que de fato fez.

Base legal

Wikipedia — Friendly fraud

Na fraude de terceira parte, uma vítima tem a identidade usada por outro. Na fraude de primeira parte, não há terceiro: a própria pessoa, com seu nome verdadeiro, age de má-fé — pede crédito sem intenção de pagar, declara renda falsa, ou faz uma compra e depois a contesta no cartão como se não a reconhecesse (a *friendly fraud*). Como a identidade é real e passa em qualquer KYC, ela é quase invisível para controles pensados contra impostores.

É das perdas mais difíceis de classificar, porque na origem parece inadimplência comum — só a intenção as separa, e a intenção não aparece na ficha. Detectá-la depende de sinais de comportamento e de rede: o mesmo padrão repetido entre contas, o dispositivo que liga casos sem relação aparente, a contestação que contradiz o histórico de uso. É aí que o grafo e a biometria comportamental entram onde o bureau não alcança.

Perguntas frequentes

O que é fraude de primeira parte?

É a fraude cometida pela própria pessoa usando sua identidade verdadeira: pedir crédito sem intenção de pagar, declarar informação falsa, ou contestar de má-fé uma compra que realmente fez (friendly fraud). Como a identidade é real, ela passa pelos controles feitos contra impostores.

Fontes

Termos relacionados

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