Pirâmide financeira
Também conhecido como: Esquema Ponzi · Golpe do investimento
Esquema que promete retornos altos e paga os participantes antigos com o dinheiro dos novos, e não com lucro real — até que a entrada de gente nova para e ele colapsa.
Base legal
Lei 1.521/1951 (crimes contra a economia popular), art. 2º, IX
A pirâmide não tem negócio por trás, ou tem um negócio de fachada. O que sustenta os pagamentos é o recrutamento: cada participante precisa trazer outros para que os primeiros recebam. Como o número de novos entrantes não cresce para sempre, o colapso é matemático, e a maior parte dos participantes perde o que investiu.
No Brasil, a conduta é crime contra a economia popular desde a Lei 1.521/1951, que já descrevia os esquemas de "bola de neve" e "cadeias". Versões modernas usam criptoativos, cursos, marketing multinível de fachada ou "robôs de investimento", e casos maiores podem configurar também crimes contra o sistema financeiro ou o mercado de capitais.
Para quem concede crédito ou abre contas, a pirâmide aparece como fluxo: contas que recebem aportes de muitas pessoas e os redistribuem, participantes que tomam empréstimo para investir, e o laranja que empresta a conta ao organizador.
Perguntas frequentes
Como identificar uma pirâmide financeira?
Os sinais mais comuns são promessa de retorno alto e garantido, remuneração ligada a trazer novos participantes, falta de clareza sobre como o dinheiro é aplicado e empresa sem autorização da CVM ou do Banco Central para captar investimentos.